O Hospital de Amor, em Barretos, estruturou um biorrepositório voltado ao desenvolvimento de modelos de risco de câncer para a população brasileira. A iniciativa reúne 4.062 participantes e quase 40 mil amostras derivadas de sangue.
O projeto combina informações genéticas com questionários sobre alimentação, profissão e outros aspectos da vida. Os primeiros estudos abrangem tumores de mama, colorretal e do colo do útero. A meta é chegar a pelo menos oito mil participantes nos próximos dois anos.
A proposta enfrenta uma limitação dos grandes estudos genômicos: a predominância de pessoas de ancestralidade europeia. Ferramentas adaptadas à diversidade brasileira poderão apoiar estratégias futuras de prevenção no SUS. Uma estimativa elevada de predisposição, porém, não determina que alguém desenvolverá câncer.
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