Um estudo com participação da Esalq-USP mostrou que a organização espacial de uma molécula contribui para a resistência do tomateiro à sua principal praga. A pesquisa comparou substâncias presentes em variedades cultivadas e em tomates silvestres.
Os cientistas identificaram que a troca de quatro aminoácidos em uma enzima pode alterar a estrutura de um composto de defesa. A substância predominante na planta silvestre ofereceu maior proteção contra a traça-do-tomateiro, tanto em ensaios com plantas quanto em dietas experimentais.
O resultado indica que a eficiência da defesa depende também da forma da molécula, além de sua quantidade. A descoberta poderá orientar estratégias de melhoramento e edição genética. O alvo exato dessas substâncias no organismo do inseto, porém, ainda precisa ser esclarecido.
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